ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA MORFOLÓGICA ou
ESTUDO MORFOLÓGICO FETAL
Orientações gerais
- A Comissão de Ultrassonografia da Febrasgo alerta que a US Obstétrica Morfológica difere da US Obstétrica Simples, como ilustra o quadro abaixo:
==> tabela com anexo abaixo.
- Recomenda-se que seja acompanhada de uma US Obstétrica Simples.
- Recomenda-se que seja realizada de forma sistematizada e seqüencial, de forma que sejam analisados todos segmentos e sistemas fetais, buscando diagnosticar ou descartar o maior número de defeitos estruturais fetais.
- Abaixo é mostrada uma figura com os principais cortes ultrassonográficos recomendados na literatura atual.
==> Figura na apresentação ao lado.
Objetivos e finalidades específicas do exame:
- Detecção de defeitos estruturais fetais
- Avaliação de biometria fetal complementar
- Orientar diagnóstico sindrômico
Passos essenciais do exame, que recomendamos constar no relatório descritivo
• Ultrassonografia Obstétrica Simples
• Biometria Complementar
• Cortes ultrassonográficos fundamentais:
o 3 cortes tradicionais da US simples (plano transtalâmico, abdômen, fêmur).
o 3 cortes para avaliação do encéfalo e face (plano transventricular, transcerebelar e lábios/narinas/pálato). Recomeda-se também avaliação da distância interorbital e mandíbula.
o 3 cortes para avaliação da superfície fetal (coluna longitudinal, coluna transversal e parede abdominal).
o 3 cortes para avaliação do coração (quatro câmaras, VE e aorta, VD e art pulmonar).
o 3 cortes para avaliação do tronco fetal (estômago/diafragma/coração, arco aórtico e ductal, rins e bexiga). De forma mneumônica: Aorta, Bexiga, Coração, Diafragma, Estômago, Fígado.
o 3 cortes para avaliação dos membros, (3 ossos membros superiores, 3 ossos membros inferiores, orientação dos pés).
• Todas estruturas devem ser examinadas quanto a forma, simetria (no caso de membros), tamanho (confronto com tabelas de normalidade para a idade gestacional).
• Descrição da morfologia fetal
• Conclusões do exame.
Biometria fetal complementar:
• Avaliação biométrica complementar da cabeça (cerebelo, ventrículos e cisternas, órbitas, mandíbula)
• Avaliação biométrica do abdômen
• Recomenda-se medir pelo menos 1 osso por segmento (exemplo fêmur e tíbia, pé), porém a avaliação subjetiva de simetria e normalidade pode ser utilizada, com a devida experiência do examinador.
Impressão ou conclusão do exame:
• Observações relevantes do exame (descrição de malformações, alterações diversas da normalidade).
• Possibilidades de diagnóstico sindrômico.
• Mencionar limitações do exame. Exemplo: “O Estudo Morfológico não detectou alterações, tendo-se que levar em conta as limitações deste método diagnóstico por imagem, que pode detectar até 80% dos defeitos congênitos, especialmente os maiores.”
Recomendações especiais:
1. A comissão recomenda que a avaliação fetal de 2º trim (22-24sem), seja complementada pela medida do colo via transvaginal para rastreamento de trabalho de parto prematuro e pelo Doppler de uterinas para rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição intra-uterina do crescimento fetal.
2. Recomenda-se o amplo uso do mapeamento doppler colorido durante a avaliação morfológica fetal, para tanto a utilização deste recurso ser remunerada separadamente do exame.
3. Diante da prevalência e magnitude das cardiopatias congênitas na morbidade perinatal, que avaliação cardíaca no Estudo Morfológico seja o mais completa possível, entendendo-se que os cortes básicos devem fazer parte da formação de todos ultrassonografistas que estudam e fazem a avaliação morfológica fetal. Esta avaliação cardíaca, segundo a ISUOG (International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology) deve ser realizada em populações de baixo risco, reservando-se a ecocardiografia fetal para quando o risco superar aquele esperado para populações de baixo risco. Entretanto, a avaliação cardíaca fetal exige formação e tempo de exame que justificam remuneração adequada, acrescida ao valor da ultrassonografia morfológica. Na impossibilidade de adequada avaliação cardíaca no US morfológico ou a suspeita de malformação estrutural deve-se indicar a complementação por ecocardiografia fetal com doppler colorido.
Modelo (exemplo):
ECOGRAFIA OBSTÉTRICA COM ESTUDO MORFOLÓGICO FETAL
Feto único, em situação _ e apresentação _, com dorso _.
Movimentos corporais e batimentos cárdio-fetais presentes.
Placenta com implantação _, corporal.
Cordão umbilical contendo 3 vasos, tendo sua implantação aparentemente central.
Líquido amniótico em quantidade normal. ILA= _cm.
BIOMETRIA FETAL BÁSICA: Medida (Valor de Ref)
Diâmetro Biparietal: _ cm
Circunferência Cefálica: _ cm
Circunferência Abdominal: _ cm
Comprimento Fêmures: _ cm
BIOMETRIA FETAL COMPLEMENTAR
Diâm. Transv. Cerebelar: _ cm
Diâm. Cisterna Magna: _ cm (VR até 1,0cm)
Prega Nucal: _ cm (VR até 0,6cm)
Diâm. Corno Post. Ventr.Lateral: _ cm (VR até 1,0cm)
Diâm. Interorbital: _ cm
Comprimento do Osso Nasal: _ cm (VR >= 0,5cm)
Comprimento Úmeros: _ cm
Comprimento Rádios: _ cm
Comprimento Tíbias: _ cm
Peso estimado: _ g (+/- 15%)
DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA:
CABEÇA e COLUNA VERTEBRAL
Crânio com aspecto normal, sem defeitos de fechamento aparentes.
Face com conformações normais.
Não se observam sinais de fendas lábio/palatina neste exame.
Encéfalo, fossa posterior e região cervical com morfologia preservada.
Coluna vertebral sem defeitos de fechamento aparentes.
TÓRAX
Pulmões com textura homogênea e ecogenicidade normal.
Situs solitus.
Área cardíaca ocupando cerca de 1/3 da circunferência torácica (normal).
Coração examinado por corte de 4 câmaras e saídas dos grandes vasos, não se detectando malformações.
Batimentos cárdio-fetais rítmicos, com freqüência de _ bpm.
ABDÔMEN
Órgãos intra-abdominais habitualmente identificáveis pelo método com aspecto normal, não se constatando visceromegalias.
Rins tópicos, com dimensões normais para a idade gestacional, sem dilatação dos sistemas coletores.
Bexiga visibilizada, sem alterações intrínsecas aparentes.
SUPERFÍCIE FETAL E MEMBROS
Não se detectam defeitos de fechamento da parede abdominal.
Genital externo com aparência normal, morfologicamente _.
Foram visibilizados os 4 membros fetais. Têm proporções normais para a idade gestacional, não se detectando malformações.
CONCLUSÕES e RECOMENDAÇÕES:
Gestação de _ semanas, com crescimento adequado para a Idade Gestacional (percentil próximo ao 50), de acordo com a DUM (_) e exames ecográficos anteriores.
O Estudo Morfológico não detectou alterações, tendo-se que levar em conta as limitações deste método diagnóstico por imagem, que pode detectar até 80% dos defeitos congênitos, especialmente os maiores.
Jorge Telles
40 comentários:
Olá Jorge, farei algumas considerações, comparando c/ alguns parâmetros que usamos por aqui p/ ver a opinião dos colegas.
Iniciamos o laudo c/ a DUM referida pela paciente. Em seguida apresentação fetal. Dados da placenta como localização, aspecto e medimos a espessura placentária.
Dados do líquido amniótico (ILA).
Dados do cordão umbilical (número de vasos).
A biometria básica é a mesma (acho perfeito a correlação com as semanas como já havia referido no laudo obstétrico simples).
A biometria complementar nós adicionamos a medida da prega nucal. Os ítens como Cisterna Magna, Corno post. VL, DOE (nós usamos DIO), osso nasal e Prega Nucal colocamos os valores de referência e não as semanas equivalentes (ex : Corno post. VL : 7,0mm (VR <= 10,0mm).
O nosso laudo descritivo é um pouco diferente, mas acho que como está, está bastante abrangente. Acrescentaria o situs cardíaco.
Nós temos medido o colo uterino por via abdominal e referido no laudo. Quando da impossibilidade de medí-lo por via abdominal, recomendamos complementação por via endovaginal (isto é bastante discutível, mas foi a única maneira de rastrearmos os colos curtos nesta fase).
Estas são basicamente as diferenças, gostaria de saber a sua opinião e dos colegas.
Abraço
Cláudio Gomes
Olá pessoal concordo com o Cláudio mas acho que medir todos os ossos longos faz o exame ficar prolongado demais, dizer sim da proporcionalidade dos mesmos, caso haja diferença aí sim medir tudo. O que veremos é as pessoas repetindo as medidas do dir e esq ou se houver uma pequena diferença os leitores do laudo ficarão preocupados.
Concordo c/ o Roberto, tbém não medimos os ossos bilateralmente.
Vejam que interessante este horário do google. Vocês tiveram este diálogo na madrugada!
Muito bom. Bons elementos. Também não medimos os dois lados e só a proporcionalidade. Em termos "didáticos", leia-se para evitar esquecimentos e omissões, acho interessante medir1 osso por segmento (ex. braço e antebraço), mas concordo que se for mdido os proximais (úmero e femur) e mencionado os outros pode funcionar. Já peguei (e provavelmente vocês também), agenesia/hipotrofia de 1 femur, de mão de pés(mais frequente) etc. Mas não é a regra geral e podemos recomendar somente atenção para cada segmento. DIO realmente temos tabela para tudo. Temos que recomendar a de erro mais raro (quero ouvir a opinião de vocês). Acho que na prática a regra de "caber" uma órbita no meio das duas funciona. Espcialmente para triagem (não para morfológico sindrômico). Vou adicionar a prega nucal.
Um abraço.
Jorge Telles
Perguntinha,
Não seria a oportunidade de recomendarmos uma avaliação completa de 2º trim (22-24sem), com morfo + medida do colo TV + Doppler de uterinas e até ecocárdio? Teria peso por ser da comissão. Claro que os convênios teriam que pagar vários exames juntos, mas seria nossa recomendação ideal. Talvez com o aval da comissão de medicina fetal.
Caso acharem prudente desenvolver esta idéia, posso trabalhar nas recomendações.
Jorge Telles
Concordo c/ a recomendação de medida do colo TV e doppler das uterinas. Acho q ecocardio, por ser realizado, a princípio, por outro profissional iniciaria uma outra, longa.. discussão.
Cláudio
Ola amigos,
Bem, concordo com os comentarios ja feitos ate o momento. Tenho alguns que gostaria de salientar:
Acho que tudo deve ser medido nesta oportunidade (18-24 sem)(inclusive colo e Doppler de uterinas). Tbem acho que o coracao deve ser avaliado de forma a descartarmos mf. Isso depende de cada operador, da seguranca que cada um tem para definir se o coracao esta normal, nao necessidando do auxilio do cardiologista. Se a pessoa e insegura no coracao, tem que solicitar ecocardio pra todo mundo, senao, nao precisa, pois teoricamente o fetologo deveria ter capacitacao pelo menos pra confirmar normalidade)
Com relacao a medida do colo, sei que todos ficamos de maos atadas qdo o obstetra nao pede essa avaliacao por via vaginal junto com o morfologico, pois algumas pacientes podem achar esquisito oferecermos a complementacao. Uma solucao que adotei na minha cclinica foi oferecer um folheto a pacieente assim que ela chega para exame de morfologico, explicando da importancia da medida do colo. Se a paciente desejar realizar o exame por via vaginal, ela avisa a funcionaria que ja a posiciona para o TV no comeco do exame. Se a paciente opta por nao fazer a medida transvaginal, meco o colo por via abdominal mas vai um coment'ario no laudo (medida do colo uterino = mm, por via abdominal por opcao da gestante, ou algo semelhante).
Com relacao as medidas do morfologico, sei que muuitos obstetras gostam que a idade gestacional referente a medida apareca do lado, mas acho isso desnecess'ario e ate um erro pois ninguem interpreta exame nenhum com base em idades de referencia, mas sim em intervalos de referencia para a idade pre-estabelecida. Ex. medida do femur = x mm (20s e 4d) qdo a IG e 19s3d. A medida esta dentro do normal??? Entao, acho que deveriamos eliminar a idade correspondente a medida e interpretarmos se as medidas estao normais para a IG calculada. Se houver algum problema, adicionamos no final do laudo (femur curto, umero curto, etc...).
Espero ter contribuido com algo, sao so opinioes.
Ate
Fabio Peralta
Concordo com o Noya. Lembro que de acordo com a FMF todos os ossos longos devem ser vistos, mas não necessariamente medidos (somente úmero e fêmur. Também não acho necessário a mensuração do pé e relação fêmur/pé.
Att
Paulo Nassar
Concordo com o Noya. Lembro que de acordo com a FMF todos os ossos longos devem ser vistos, mas não necessariamente medidos (somente úmero e fêmur. Também não acho necessário a mensuração do pé e relação fêmur/pé.
Att
Paulo Nassar
Ola Jorge e colegas,
Observei todos os comentários sobre o Morfológico , e gostaria de fazer algumas colocações;
- Aqui iniciamos o laudo de forma similar ao descrito pelo Claudio , dados da situação , apresentação , placenta , Líquido , cordão.
-Na descrição dos sistemas o fazemos de forma separada, por exemplo- Pólo cefálico(Forma do crânio e SNC)
-Face(òrbitas;perfil , lábios...
-Coração
-Tórax:Pulmão /Diafragmas...
-Quanto aos parâmetros biométricos concordo com a medida de apenas um osso , se houver alteração averigua-se tudo;Não uso a referência de semanas junto as medidas, a minha impressão é que pode gerar mais confusão nas interpretações ,Concordo com o que o Fábio colocou sobre a biometria, a interpretação deve ser como um todo , havendo alteração , focal ou segmentar , descrever o percentil de acordo com a IG,
-Quanto ao doppler de uterinas e medida do colo , concordo plenamente na recomendação destes como PROCEDIMENTOS SEPARADOS da avaliação morfológica ,ressaltando-se a importância do momento da gestação para obtenção destas informações , pois podemos dar um tiro no pé , pois os planos de saúde querem só o pézinho para nos engrupir, juntando todos em um mesmo código;temos uma missão neste aspecto que é trabalhar junto aos clínicos .
Evaldo Trajano
Oi Trajano e colegas,
Acho que evoluimos bastante.
Sugiro então que deixemos como recomendações, como avaliação da proporção dos ossos longos, complementação como medida do colo e ate doppler colorido de uterinas. Da ecocardio, podemos limitar a alguns cortes mínimos, podendo ser até só 4 camaras ou até vias de saida (temos que decidir) e colocarmos em observação que "a avaliação completa do coração fetal é realizada pela ecocardio ...". Claro que avaliaremos melhor o coração, mas ficaria como rotina mínima.
Caso concordarem, vou redigir carregando nas recomendações gerais, que recomendamos não só o morfo, mas tb o dopp e a med do colo, etc (mas como coisas distintas).
Também concordo que a avaliação do coração deve ser assumida por nós. Diferente da condução de patologias cardíacas fetais (após o diagnóstico), como no resto da medicina, em que o especialista entra após constatada a patologia.
O que acham?
Jorge Telles
Grande Jorge Telles "Fossati" e colegas , por mim está muito bom , será que não seria válido nas recomendações reforçar a melhor época(22 a 24 sem) para realização do exame?Acho que teria um respaldo interessante.
Esta semana estarei mandano o material de divulagação do congresso de setembro para vcs.
Evaldo
Grande chefe!
Vou elaborar um esboço de recomendações e publico no blog.
Recebi uma publicidade do congresso que fala do 1º Congresso de US em GO da FEBRASGO!
Parabéns, conte conosco ...
Jorge Telles
Jorge, parabéns novamente pelo grande trabalho que tem realizado.
Está realmente muito bom.
Nas orientações gerais vc coloca que o US morfológico é em geral realizado 1 x na gestação.
Não seria o momento de colocarmos um asterisco neste ítem e nas recomendações dizer que o seguimento dos fetos já diagnosticados c/ Mal-formação deve ser c/ US morfológico? afinal não temos um código p/ US patológico, como deveria existir.
E o morfológico de 1º trimestre?
Nós colocamos como VR do O.nasal entre 20/24 semanas >= 5,0 mm.
Não seria interessante fazer o descritivo como sugerido pelo Trajano, sistema por sistema?
Apenas algumas sugestões
Abraço
Claudio Gomes
Oi Cláudio,
Obrigado pelos elogios, mas realmente o trabalho está se construindo por várias mãos.
Bem lembrado do morfológico. Por vezes menciono na tabela (já elaborei há algum tempo) como "via de regra 1 na gestação", realmente cabe um asterisco ou complementação, pois nós que acompanhamos bebês malformados ficamos desgostosos quanto temos que rever um caso que via de regra modifica vários ítens de um exame para outro, e temos recebemos os 10à 20 reais da obstétrica (um absurdo ser menos que uma consulta médica, que é o que estamos fazendo).
Vou acrescentar a VR do ON.
Um abraço.
J Telles
Nassar e colegas,
Como vocês notaram, raramente firmo pé numa posição no nosso trabalho, pois gostaria que fosse fruto da idéia da maioria, entretanto gostaria de comentar o motivo que uso medida do pé e relação fêmur/pé.
Utilizo bastante esta medida pois acho de fácil obtenção e é fruto de uma relação contante na gestação (1:1,1). Tenho usado em displasias esqueléticas e DFTN. Não me preocupo muito com exames no nível que nós da comissão fazemos, mas em recomendar coisas simples, mas que possam alertar os menos treinados para alguma anormalidades.
Gostaria de ter outras opiniões para decidirmos se recomendamos medida do pé ou não.
Um abraço.
J Telles
Olá, sugiro que se utilize a relação fêmur/pé sim pois não é difícil de obter e muitas vezes é superior a medida do fêmur isoladamente. Um outra sugestão semântica seria na recomendação especial nº 2 onde se lê "Recomenda-se o amplo uso do mapeamento doppler colorido durante a avaliação morfológica fetal, para tanto a utilização deste recurso ser remunerada separadamente do exame. Eu substituiria a palavra remunerada por ....a utilização desse recurso deva ser solicitada especificamente no medido do exame.
Greg
retificando a última linha é pedido médico.
Greg
Ola colegas,
Parabens pelo trabalho e esforço de todos , acho que estamos evoluindo muito;Em especial ao meu amigo Jorge Telles , como dizem na minha terra , os "Estados Unidos da Paraíba" ,, BICHINHO TÚ É UM CABRA ARRETADO, VOCÊ TA ARREBENTANDO;
O material ficou excelente , também uso a relação femur/pé , concordo plenamente com seu comentário no que diz respeito ao seu uso.
Valeu e parabéns a todos, quando este material todo estiver pronto vou apresentar a diretoria da Febrasgo para buscar sua pulblicação em algum periódico(Femina;RBGO) , e impresso para os associados , pois está ficando realmente muito bom ; acho que pela primeira vez a comissão vai deixar sua contribuição ,e isto é importante em todos os aspectos , pois só assim a Febrasgo vai ganhar mais credibilidade na nossa área , e poderemos lutar mais por nossos objetivos(Qualidade , educação continuada , remuneração...), portanto como sempre digo tudo está em nossas mãos.
È exatamente este tipo de trabalho que me estimula ainda mais a buscar o que realmente somos capazes de realizar , basta querer.
Valeu Jorge e Colegas
Evaldo
Iluminado chefe e colegas,
Não conhecia suas origens, mas agora entendo sua bravura. Conheci João Pessoa há 4 anos (1 semana de férias no paraiso). Fui até num jogo do Botafogo! Conheci teus colegas cabras machos. Não lembrava que usavam o "tu" como nós do RS. De qq forma, parabéns pelo aniversário de Brasilia! Deve ter sido festa e festa.
Vamos tocar em frente.
Vou ter que dar uma desmobilizada em função do Leão ...
Aguardo mais manifestações e depois atualizo com uma versão final.
Um abraço.
Jorge Telles
Olá pessoal estamos precisando de casos para colocar no site!!!!!!!! Alguém tem algum resumido e interessante???
Bom dia pessoal. Quanto a acrescentar a recomendação de realizar conjuntamente o rastreio das uterinas, o exame do colo via TV e ecocardio fico receoso quanto a remuneração por parte dos convênios, a tendência deles será a desvalorização do exame morfológico simples o que já ocorre aqui em Florianópoli. Aqui o exame de morfológico com Doppler paga praticamente o mesmo que o Obst com Doppler (diferença de 10,20 reais). Agora está tendo um movimento de acrescentar o TV de rotina. Acredito que eles vão querer desvalorizar o Morfológico simples para não ter aumento de custo. O que estamos fazendo é em vez de valorizar os exames simples estamos acrescentando mais exames diferentes para termos uma remuneração justa. Do ponto de vista científico não há questionamento mas temos que "jogar" com os convênios para podermos ter uma remuneração digna da nossa especialidade!!!!
Oi Noya, muito boas considerações. É importante considerarmos a vida como ela é ... Aqui em Porto Alegre a UNIMED comanda cerca de 60-80% do mercado de convênios, (que são acredito 95% dos consultórios e clínicas). Tem um centro de diagnóstico que é referência para morfo, rastream 1º tri e amnio (o grosso da medfet). Doppler e medida do colo só é feito quando solicitado (menos que 10% das gestações). Poucas outras clínicas são credenciadas para morfo. Pagam cerca de 80 reais (cbhpm). É ridículo mesmo. Temos que nos engajar com o movimento da cbhpm e lutar por remuneração justa!
Mas acho que o nosso trabalho corre paralelamente e tem importância sim.
Chefe e colegas, sugiro ao grupo que tentassemos justificar mais as críticas, cientificamente ou pela experiência, ou mesmo por ser praxe no meio em que vive e trazendo mais situações reais, como o Noya. Não teremos força se nossas recomendações forem mera enquete entre os membros da comissão ...
Um abraço.
Jorge Telles
Colegas,
A propósito, fiquei convencido.
Acho que podemos fazer recomendações separadas (morfo, uterinas, colo, ...) e recomendarmos que sejam feitas simultaneamente. Da ecocardio, acho que devemos salientar que é um exame feito por us em GO, pois a soc de cardio, eu acho, já faz título de habilitação (area de atuação?). Temos que fazer pela FEBRASGO o reconhecimento que está incluido este exame na habilitação para US em GO e/ou Medicina Fetal (a propósito, quem da comissão não tem o titulo de MedFet?) e carregarmos nas provas de habilitação a parte de cardio.
O que acham?
J Telles
Concordo com vc Telles temos que fazer pelo menos o diagnóstico anatômico da malformação cardíaca. Se for assim quando houver uma malformação do SNC teremos que chamar o neuroradiologista para examinar. Temos sim que fazer um curso pela Febrasgo de habilitação para examinar o coração fetal e só quem tivesse esta habilitação poderia fazer o exame. Eu tenho o titulo em MEd fet acho que deveríamos ter alguma forma de valorizar mais este título.
Amigos Telles e Noya , concordo plenamemte com vocês, acho que temos que ter cuidado para não dar um tiro no pé no que diz respeito aos convênios, temos que trabalhar muito bem com as palavras , pois estas tem muita força , pricipalmente como recomendação de uma sociedade do tamanho da Febrasgo ;
Não podemos deixar de valorizar a análise morfológica como procedimento isolado , temos que nos resguadar , ratificando os outros estudos como parâmetros que podem ser utlizados nesta fase da gestação, justificando o porque e a importância de suas realizações , separadamente da análise morfológica, até porque os objetivos são diferentes .
Quanto ao ecocardio acho a coisa mais complexa , temos que trabalhar com a qualidade técnico-científico da nossa realidade , acho que temos que trabalhar na melhoria do RASTREAMENTO , o exame mais avançado envolve a formação individual de cada profissional;Acho que a maioria absoluta dos profissinais que tem título de habilitação em US e Fetal não têm a capacidade de fazer esta avaliação .
Acho que este exame tem que ser feito também, por nós , desde que habilitados ;Acho que talvez a proposta de uma avaliação específica para a avaliação ecocardiográfica com respaldo da Febrasgo e da Sociedade Brasileira de cardiologia pediatrica, mas isto envolve muita remada.
Penso que não podemos nos afastar muito do nosso objetivo que é a tentativa de recomendação de laudos, estamos discutindo com colegas altamente especializados , acho que toda discussão sempre deve ser nivelada por cima , os que estão abaixo têm que ser estimulados para subir de patamar , e a nossa realidade é caótica.
O que vcs acham de tentarmos propor para Febrasgo um programa nacional de rastreamento de cardiopatia?Na minha concepção este seria um passo importante de aproximação da Febrasgo com a SBCP e a partir daí ,paralelamente , partir para algo mais específico
Evaldo Trajano
Trajano e colegas,
Achei as considerações ponderadas e a idéia do Progama Nacional de Rastreamento de Cardiopatias sensacional. Vamos levar a diante. Sou parceiro para por em prática.
Um abraço.
Jorge Telles
Trajano a idéia de entrarmos com esta bandeira é ótima mas temos que firmar nossa posição de realizador do exame tb, acredito que neste assunto temos que comer pelas beiradas e tb sou parceiro!!!!
Pensando bem, concordo com o Noya.
Falamos em nome da FEBRASGO. Podemos reconhecer ou não a capacidade de nossos colegas em fazer a triagem para cardiopatias. Acho que já anexei no blog a orientação da ISUOG para isto, senão faço depoisl. Nós, FEBRASGO, podemos considerar que a triagem por, p.ex, 4cam+saidas+arcos seja satisfatória para triagem, sabendo-se que diagnostica cerca de 80% das cardiopatias, entretanto o treinamento para fazer estes 3 cortes é imenso (maior que os 3 cortes da eco obst, p ex). Por outro lado muitos colegas já tem esta capacitação e podem ser reconhecidos. Talvez até sem prova (semente título, declaração, sei lá). Podemos fazer como foi feito em US em GO, no primeiro título. Um curso seguido da prova (elaborada por nós, FEBR). O reconhecimento do CBR veio depois de feita a prova se não me engano.
O que acham?
Jorge Telles
Pessoal, gostei muito das observações mas realmente acho que se abrirmos demais o leque neste momento não levaremos nada até o final. Minha sugestão: 1 - Insistir no Morfológico com Doppler (no pedido do Obstetra) o que inclui uma avaliação cardíaca em nível II. 2 - Promover um curso de rastreamento cardíaco com participação da sociedade de ecocardiologia, ocasião onde podemos nos aproximar dos colegas cardiologistas e propor a certificação conjunta para colegas em ecocardiografia fetal.
3 - Voltar aos laudos que já é um grande trabalho inicial, isso nos dará forças para passos maiores. Sou MUITO favorável a lutarmos por honorários justos mas como já disse antes temos que ter cuidado em não passarmos a impressão de que somos um grupo mais preocupados com CH (que é justo) do que com diretrizes de uma sociedade. Contem comigo para todas as frentes. Greg
Caro Telles e colegas , penso que o Gregório foi bastante feliz em suas colocações , não podemos nos desviar do nosso principal objetivo que á e recomendação dos laudos;
Estamos caminhando muito bem e rápido , se abrirmos o leque podemos fugir deste objetivo e nos perdermos ;devemos continuar com o trabalho
Acho que podemos fechar a recomendação do morfológico e partir para os itens restantes.
Paraleamente , como temos uma certa experiência aqui em Brasília com curso de rastreamento de cardiopatia vou fazer um esboço o mais breve possível para um possível programa nacional, para que todos analisem e opinem;
Teremos uma assembléia geral da Febrasgo agora no meio do ano , e quem sabe não conseguimos apresentar este para a diretoria e os presidentes das federadas , pois em um país com nossas dimensões a participação das federadas na organização será fundamental.
Tenho contato com o pessoal da Sociedade brasileira de cardiologia pediátrica , e vou buscar envolvê-los neste projeto para uma aproximação da Febrasgo, com esta sociedade importante para este objetivo .
Vamos então tocar desta forma , todos concordam?espero mandar o projeto o mais breve possível para todos vcs.
Evaldo Trajano
Muito bom.
Vamos tocar em frente!
Alias, torcam por nos (inter) contra os argentinos, daqui a pouco.
Um abraco!
JT
Perfeito !
Abraço
Claudio
Oi telles e colegas,
Telles tua reza para o Inter deu certo hein?Agora o estudientes, complicado , não?
O que vcs acham de reiniciarmos nosso trabalho , acho que agora estamos mais próximos do final.
Não se vcs viram mas saiu uma chamada para o portal no último jornal da Febrasgo e no próprio site na secção de notícias em destaque , pretendo solicitar a inclusão do portal no Google(Sugestão do colega Rafael Burns de Curitiba), e com isso acho que os acessos vão aumentar, portanto quanto mais completo estiver mais cumpriremos nosso objetivo.
Forte abraço a todos , e por favor divulguem o congresso dde US da Febrasgo , acho que vai ser um grande evento
Evaldo
É, meu time tem um pouco mais de sorte que futebol, mas vamos lá.
Retomaremos neste fim de semana.
Um abraço.
J Telles
Legal o recado novo da página da Febrasgo. Vão aumentar os acessos, com certeza.
No meu Browser a tabela com nossos nomes aparece desconfigurada. O "webdesigner" pode corrigir.
Um abraço.
J Telles
E aí pessoal silêncio no rádio??? Vamos terminar os laudos!!!!!!!!
Vamos simbora gente , vamos botar para ferver, FALTA POUCO; O inter já classificou , e o Flamengo do meu amigo Noya ficou no Chile tomando um novo carmenere produzido pelo império do colesterol , chamado LA U.
VAMOS AOS LAUDOS
EVALDO
Amigos,
Peço desculpas pelo silêncio no rádio.
Vou retomar, chefe.
Fico contente de perceber que continuam sintonizados...
Notícias em breve.
Um abraço.
Jorge Telles
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